Calai-vos ventos, árvores e mares, Coro antigo de vozes rumorosas. Céu , cessai vossas lágrimas; meus versos ouvi E neles contemplai a linda princesa, filha dos Deuses: Oh minha amada, sua presença é luz da aurora Que dissipa as trevas, ilumina a vida Tua beleza é dom, é força da natureza Desperta o sol da paixão Incendeia e faz queimar o coração Doce aroma , irresistível néctar Teus lábios, fruto desejado, fruto proibido. Sua voz, é mágica melodia de ave rara Ao cair da tarde de primavera Que faz viajar muito além do horizonte Do som, da visão, do tangível ... Que olhos os teus! São cais noturnos cheios de adeus Cheios de saudades. Tão negros, tão belos, tão puros. Não,não me despertes, deixe-me sonhar Essa vontade de amar que paralisa o trabalho Esses entes de sonho e paixão que brigam no meu interior É o hábito de sofrer que tanto me diverte, mas como dói! Mergulhar nesse angelical sorriso, alvas pétalas de tua alma Bálsamo para a ferida que dói e não se sente Para o fogo que arde sem ver, para a dor que desatina sem doer Oh! Quanto me pesa este coração, que era de asas Hoje tapera escura, casa assombrada Onde andam penitentes, sombras e ecos de amor Mas a poesia é uma luz, e a alma uma ave Teu amor é a liberdade, é a felicidade infinita Lá fora, no jardim que o luar acaricia, és a bela rosa Que a brisa balança, nas noites castas Cheias de estrelas...cheias de reticências... Cheias de confidências do meu amor por ti. Deixa correr a fonte da ilusão E seja bendito, ó céu,aquele que ama Que ninguém mais deseja tanta poesia e sinceridade Que ninguém mais deseja tanto alegria e felicidade Que ninguém mais precisa tanto de amor e amizade. Aline de Souza Barros |
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