Já procurei o néctar
Mas daqui só vejo espinhos...
Na doce brisa vejo voar
Suaves grãos de pólen
Queria ser abelha
Para o doce mel provar
Mas nas asas dessa dor
Não tenho flor para repousar
Ou néctar pra me alimentar...
Espinhos...a me perfurar
Rudes e doloridos como o amor
As caricias que não tenho
Os afagos que não sinto
Os beijos que não recebo
Os carinhos que me faltam
As paixões...proibidas...
O amor não consentido...
A alegria retirada...
A felicidade recolhida...
...ao coração triste e vazio!
Um coração pesado de tanta dor
Um coração carente do verdadeiro amor
Um coração denso de sofrimento
Um coração afogado no esquecimento
Procuro incansavelmente néctar
Mas é em frente à barreira de espinhos
Que me encontro em prantos
Olho...a ausência de caminhos
Mas procuro na dor encantos...
Vejo...sofrimento, desafeto, solidão...