Paulo Celso Amaral Lopes



Loucura Despudorada


Num frenesi, nossos corpos se uniram
Rendendo-se a um desejo adormecido
Encontrei seus caminhos e a levei à loucura!
Soltando gemidos e frêmitos de prazer
Você explorou os segredos de meu corpo
Numa viagem alucinante de gozo e de dor!
Com sofreguidão beijei sua boca ardente
E sorvi o mel que sua bela flor desprendia!
Como animais bestialmente nos amamos
Em busca dum profundo e efêmero êxtase...
Depois, corpos suados e cansados
De tão prazerosa e esperada labuta
Aliviadas as tensões por ato tão esperado
Ficamos em paz, sorrindo um para o outro
Como que agradecendo pelo amor demonstrado
E por nossa gostosa e rotineira loucura
Sem culpa e imensamente despudorada!

Depois, sozinho em meu quarto, as lembranças
E a certeza, agora eu a tenho, pode crer
De que eu a amo mais que minha própria vida
E que tudo que ficou no passado tão distante
Nada se compara com o que vivo agora com você!











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