Paulo Celso Amaral Lopes
O OUTONO DA VIDA
O Outono chega de mansinho
Prenúncio de mudanças de que não gosto
A Natureza fica triste e suas cores se esvanecem
As pessoas se encolhem com o frio que chega
Enrijecem-se os corações já tão empedernidos
E de seus semelhantes logo se esquecem
As folhas crestam-se com o frio impiedoso
E uma a uma vão suavemente caindo
Balançando-se ao sabor da brisa tão gélida
Atapetando o solo com detritos que cheiram morte!
No Outono de minha triste vida
Percebo com o coração tão confrangido
Que as fantasias e belos sonhos acalentados
De mim se desprenderam como folhas ao sabor do vento
As verdes folhas nas árvores renascerão com o esplendor da vida
Mas os sonhos no meu peito jamais haverão de voltar!
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