Paulo Celso Amaral Lopes



As Flores Que Não Te Dei


Uma frustração trago comigo
Que me fustiga a alma sofrida
E me deixa o coração dolorido:
Nunca te dei rosas querida!

Não foi porque eu não o quisesse
Ou porque tu não o merecesses
E também porque não o pudesse
E nem tampouco porque o esquecesse

Foram as circunstâncias da vida
Que me impediram de tê-lo feito
Foram as situações não resolvidas
Para as quais não pudemos dar jeito

Quando deste mundo partir tão descontente
Levarei comigo esta funesta tristeza
Não Ter feito o que tinha na mente
Para homenagear a tua inigualável beleza!

Enfim, quando a saudade tiver te tocado
Irás ao Campo Santo onde estarei descansando
E aos pés do singelo sepulcro caiado
Deixarás lágrimas de dor irem rolando

As alvas pérolas pela face descendo
Irão molhar o estéril terreno
E a terra agradecida irá respondendo
Tornando meu derradeiro leito ameno

Quando um dia ali retornares
Verás flores do campo em profusão
Enfeitando a fria lápide aos milhares
Serão mensagens do meus coração!

As flores que não te dei em vida
Ali estarão radiantes à tua espera
Expressando todo meu amor, querida
Ainda que eu esteja em outras esferas!











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