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Paulo Celso Amaral Lopes
AMOR IMORTAL
Se tudo é passageiro nesta vida tão ingrata
Por que não nos conformamos com a perda?
Passamos a chorar pelos cantos escuros da vida
Lamentando-nos num chorar e ranger de dentes sem fim!
Não pela ausência de qualquer supérfluo das coisas materiais
Mas pelo grande amor de nossas vidas, pela paixão mal resolvida
Pelo sonho perdido que se esfumaçou e se perdeu pelo ar,
Não pela culpa dos atos inerentes ao nossos caracteres,
Porém pelos fatos amarrados como teia em torno de nossos destinos...
A frustração, como torniquete em volta do coração apaixonado,
Revolta-nos por não podermos reverter situação tão drástica
E pedimos o consolo da morte em vez de partir para outra jornada!
Mas o tempo, somente o tempo, vem curar as feridas que martirizam
Então, como neblina sendo dissipada pelo calor amoroso do Sol,
O sofrimento se esvai completamente e passa a ser suportável...
Mas, se prisioneiros de um amor real e verdadeiro que nos domina,
Por toda a eternidade, enquanto houver tempo neste universo de Deus,
Jamais nos libertaremos da inefável lembrança de quem um dia
Nos fez felizes e deixou-nos vislumbrar aqui na Terra o Paraíso!
Marília, 03/11/2004
 
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