Paulo Celso Amaral Lopes



Olhos de Esmeralda



Teus lindos olhos verdes de esmeralda

Anestesiam-me o corpo marcado por antigas dores

Ficaram as cicatrizes, mas já não me doem as feridas...

Nesses plácidos mares de águas cristalinas

Minh’alma mergulha em busca de abrigo e conforto!

Como uma criança no aconchego do seio materno

Esqueço-me das tristezas e mazelas deste triste mundo!

E num redemoinho de emoções há muito reprimidas

A felicidade me aquece o coração, que novamente sorri!

Ah! Esses teus lindos olhos verdes de esmeralda!

São a minha estrela-guia, a minha inspiração e minha vida!

Brilham mais que o Sol, mais que a Lua e todas as luzes da Terra!

Eles espelham de tua alma a meiguice e uma inata bondade

Que me seduziram logo que eu os profundamente fitei!

Como libélula em busca do calor de uma lâmpada acesa

Eu fui atraído pela calidez que eles exalam tão sutilmente

E agora não consigo viver sem a tua presença tão linda

Graças aos teus olhos, dos quais agora sou um eterno cativo!

Ah! Esses teus lindos olhos de esmeralda!











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