Como um vilão o destino brinca comigo,
apaixonada vejo-me por um desconhecido.
Renuncia-te a temerosa luz do dia
e a mim junta-se na noite...que é mais sombria.
Negues a taça fétida de vinho vital
e tomai o cálice do doce sangue e sua amargura imortal.
Às tuas roupas alvas,
queime-as e dizei adeus.
Aceite tuas vestimentas negras
e caminhais comigo entre os mausoléus.
Abandonai o calor da vida e tua sorte
e amaldiçoado sejais tu...pela própria morte.
Não tenhais medo de cometer pecados
pois teus gostos são os que devem ser saciados.
Entrega-te a mim de corpo e alma
e nossos tempestuosos corações gozarão de infinita calma.
Como um anjo decaído que pela própria sorte é traído...
Peço-lhe...
Levai-me daqui repentino
Rogo-lhe
Óh impiedoso desconhecido.
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