Pulsa em mim todas as mulheres
Toda a masculinidade em mim
O profano, o divino
O masculino, o feminino
O romântico, o felino.
Todos os desejos em mim
Todos os medos sem fim
Pulsa em mim a vida
A morte enlouquecida
Pulsa a loucura, a demência
A lógica sem eloquência.
Pulsa em mim todas as mulheres
Toda a feminilidade em mim
A sana, a insana
A pura, a profana
A plebléia, a dama.
Todos os desertos
Todas as vozes ao mesmo tempo
Ecoam no fundo do poço
Páro, escuto e nada ouço
Só solidão, sozinha no firmamento