Nilton Barros



Aquela tristeza



Cada vez que ela me envade
Sinto em mim aquela vontade
De lavar toda a minh`alma
Num pranto cheio de lágrima

Lágrimas que não saem
Prantos que não ouvem
Tudo isso sofrendo em mim
Como uma noite sem fim;

E nessa noite tão nua
Ouve-se apenas a voz da lua
Gemendo a triste sorte sua
Por uma paixão tão crua;

Caído no seu amargo pranto
Como eu, nem tanto
Ela por uma razão natural
Eu, por uma causa crucial;

E envolto nesse vazio informe
Sinto aquela ansiedade de fome
Procuro a tão procurada ela some
E no coração meu a tristeza dorme.











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