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Sandra Freitas
ÁRVORE DE OUTONO
Por mais que eu me esforce bastante
Nunca chegarei a ser,
Para ti, alguém importante.
Já pude perceber.
Por mias que eu me encha de luz,
Para ti, nunca terei brilho.
Minha estrela se apagou,
Já não reluz.
Por ais que eu te dê carinho,
Nunca chegarei a ser,
Para ti, mas que um espinho,
Que foste obrigada a conceber.
Sempre em segundo plano,
Perco o resto do meu encanto.
Então, como árvore de outono,
Eu fico aqui no meu canto.
Campo Grande, MS – outubro de 2004
 
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