Eduardo de Campos



TEMPUS REX


O tempo é um antigo feiticeiro
Com sua ampulheta de aferição
A tecer as horas na destruição
Do efêmero ser, grande zombeteiro.

Sempre constante, eterno e passageiro,
Fica a nos lembrar dos idos de então,
Traz o futuro ao alcance da mão
E o presente nos rouba, ligeiro.

Tempo que nunca pára e nunca morre,
Deixa marcas de profundas feridas
Este invisível ser que tanto corre.

Consome a energia de nossas lidas
E por mais que a ele a gente implore,
Acaba pondo fim a nossas vidas.











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