Eduardo de Campos
TEMPUS REX
O tempo é um antigo feiticeiro
Com sua ampulheta de aferição
A tecer as horas na destruição
Do efêmero ser, grande zombeteiro.
Sempre constante, eterno e passageiro,
Fica a nos lembrar dos idos de então,
Traz o futuro ao alcance da mão
E o presente nos rouba, ligeiro.
Tempo que nunca pára e nunca morre,
Deixa marcas de profundas feridas
Este invisível ser que tanto corre.
Consome a energia de nossas lidas
E por mais que a ele a gente implore,
Acaba pondo fim a nossas vidas.
Copyrigth© 2005 MeuSonho. Todos os direitos reservados.
Desenvolvimento e Administração TheAngel®.