Marcello ShytaraLira
Um homem de fé impia
Tantos homens briosos e vencedores
Em prélios constróem seus impérios
Com muita força buscada nas dores
De suas penitencias. Que vitupério!
Criados na submissão da alta fé
São regidos por literatura litúrgica
Aceitando que são suas ações pudicas
Alteam-na, por não serem íncolas de rodapé
Sou homem de brilho sem sucesso
Pois minhas batalhas todas perco
Minha religião, em mim, é muito fraca
Só é poderosa para os que têm berço
Pois nunca são vitimas de inópias pragas
Minha religião? É a poesia, eu confesso!
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