bruxoverde
A VERDADE
Sou o ser mais repugnante
que pode existir.
Me engano achando elegante
quem sabe mentir.
Engano-me enganado
até quem gosta de min.
Talvez eu seja um covarde
com medo da verdade!
O medo toma conta de min!
Medo de não saber nada!
Medo de ser apenas assim!
É o medo que toma conta de mim?
Eu sei não existem fadas
que possam me ajudar,
tambem não existe amor
que possa me salvar.
Preciso ser salvo!
Cansei de ser assim!
Na escuridão sou o alvo
da tristeza sem fim.
Amor de fadas
precisão me ajudar!
Nessas madrugadas
preciso aprender a cantar.
No silêncio da noite
que vai quieta
surge um poeta
fingindo festa.
Fingir é o que resta.
Mas todo poeta
finge até o que não presta,
e acaba-se assim a festa.
Quando não há festa,
chorar é o que resta.
Volto a realidade...
Desfaço o falso,
esqueço e fico
sozinho
chorando baixinho.
No fundo da alma
brota mais uma lágrima
que não acalma.
É lágrima de dor
por perder um amor!
É só uma gota do sofrimento
que guardo aqui dentro.
Sofro calado,
escondido na escuridão,
sabendo que não sou amado.
Sofro toda madrugada,
mas quando amanhece
finjo que não há nada.
Escondo toda a minha dor
e pronto!
Sou o que sou.
Finjo para todos
ser o que não sou.
Finjo ser aquele
que jamais amou.
A Verdade?
Apenas arrasto uma dor
que nunca arrastou ninguém.
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