JOSE CARLOS BARRACA



São Paulo Não Pode Parar.


Segunda feira, o sol esta nascendo,ônibus lotado, o povo apertado, indo para o trabalho, o cheiro de colônia barata com feijão das marmitas se exalando, enjôo, vomito, um grito socorro, ladrão!! ladrão no meu bolso meteu a mão, cadê minha carteira, fui roubado, para na delegacia, tem que pegar o ladrão, ninguém desce, policia... policia...

O sol está a pino, estou caminhando em São Paulo,a maior cidade da América latina ao meu redor mil ruídos, businas tocando,gente falando, nas ruas musicas de vários ritmos se misturam tocadas pelos vendedores de cds piratas em cada esquina muitas barracas, gente comprando, gente roubando, o rapa chegando,camelo correndo chingando e brigando,crianças chorando, mulher apanhando, a policia batendo e prendendo, a cavalaria apoiando, o povo correndo e xingando, continuo andando isto e assim mesmo, todo dia e a mesma coisa, dizem que e culpa do desemprego, continuo andando, não e nada comigo não e nada com nem um parente meu, nada posso fazer isto e coisa para os políticos resolverem, prefeito, governador presidente da república foram eleitos para achar soluções dar transporte moradia e trabalho para a população.

O sol esta se pondo,as filas de ônibus estão cheias,tem gente empurrando, gente furando, gente chingando, criança chorando, mulher gritando. Ônibus esta lotado e sai em velocidade com destino a periferia, o odor de suor de gente trabalhador se misturam com os gases do resto do feijão já estragado,o neném chorando, a mãe a fralda trocando e o odor se espalhando calma gente pois já esta chegando, amanhã começa tudo de novo, pois São Paulo não pode parar.











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