Paredes de concreto cercam o sentimento,
Andando na rua deserta do meu pensamento.
Meu corpo sem nenhuma presença.
Meu espírito sofrendo a tua ausência.
Aonde estão os versos que fiz para ti ?
Donde provêm estas tristezas que ficaram em mim ?
Pobre amor... Partido, perdido e solitário na adaga do tempo.
Você não é a mesma ! Talvez, agora, nem eu seja o mesmo...
Por que me olhas diferentemente e não percebes a minha presença efêmera ?
Julga-te por acaso ofendida ?
Se minhas ilusões serão escritas, então permitirei que mergulhes e descubra
no meu mais íntimo, que saibas o quanto aprendi a viver em um mundo triste e vazio.