ANTARES ANDRADE
Como eu te amo
Eu te amo tanto...
No espaço curvo do meu coração
Na serena pausa para a oração
No tremor dos lábios que antecede o beijo
No torpor que sucede ao amor
Eu te amo tanto...
No deserto árido de marte
Nos traços suaves da arte
Na angústia da incerteza
Na esperança incerta da certeza
Eu te amo tanto...
No desprezo da mentira
No descontrole da ira
Na negação da violência
Na pureza da inocência
Eu te amo tanto...
Na força poderosa da gentileza
No sabor irreal da hortelã
No frescor delicado da manhãs
Eu te amo tanto...
Na quietude das clausuras
Na insegurança das alturas
Na pressa insana da cidade
Quem sabe...? por toda eternidade !
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