REGINA DE SOUZA MARQUES ALMEIDA



Saudade Poema infinito...

Saudade é...
Sentir falta das brincadeiras da infância,
O desejo de voltar no tempo, e
Correr pelas ínvias ruas de terra vermelha.
Saudade é...
Querer subir no cajueiro de fruto amarelado,
Carnudo, castanha grande, que ao ser degustado
O seu suco delicioso, escorre pelo canto da boca.
Ah... sentir saudade é...
Ver que o tempo passa sem escolher como,
É perder o melhor de um momento inocente
Nas páginas da vida e envolver sem censura.
Saudade é...
Não controlar o relógio temporal do sentimento,
Deixar escapar lentamente por entre os dedos,
As mais preciosas jóias da pureza do ser.
Ah.. que saudade
Da inocência, das brincadeiras de escravos de Jó.
Das tardes do corre - corre, do pique - de - esconder
Da magia cênica do treatrinho improvisado.
Quanta saudade,
Do outono prometendo a linda primavera
Do entardecer com brilho especial da tarde morna,
Majestosa, cenário para o vôo das andorinhas.
Quanta saudade,
Dos momentos familiares sem TV,
Das reuniões domingueiras
Para trocar um dedo de prosa, e a contação de causos.
Quanta saudade...
Dos tempos que não voltam mais...
Das imagens singelas e puras, das cantigas de roda
Dos instantes puros, vividos sem censura.
Ah... saudade!
Você é infinita, doída, sentida, faz parte dos tempos que se foram
E marcaram o meu coração.











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