ALEXANDRE



À minha lua

Às vezes tenho medo de perder-te
Tuas fases te confundem com o céu
E, no desespero de nunca mais ver-te
Choro e cresço, através do papel

Ao mesmo tempo, quando o medo vem
Vem também a esperança sutil
De que nas fases em que estás além
Ainda estás aí, em teu fundo anil
E assim me acompanhas, meia ou inteira
Tu, que só me fazes o bem
Triste, linda, amiga e faceira

Sendo a rainha do meu sonho
E que a tantos enamora
É à tua luz que proponho
Uma jura de amor sem demora

E no cálido anoitecer desta vida
Onde o refúgio é ver-te como queria
Rogo aos céus minha lua querida
Poder estar contigo noite e dia












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