Quando eu morrer...
Não quero pompas nem tiros de canhão
Quero apenas um simples caixão
Para que eu possa descansar em paz.
Quando eu morrer...
Caiam todos na euforia
Quero sentir todos sorrindo, vibrarem de alegria
E jamais saber de tristeza.
Quando eu morrer...
Não façam um melodrama
Conversem, se divirtam, prestem atenção
Que ali naquela cama
Apenas é mais um que vai descer ao chão.
Quando eu morrer...
Não quero saber de tristeza
Quero sim saber que todos estão sorrindo
Pensarem que ao estar eu dormindo
Possa ver que de mim irão se lembrar...
E a saudade que aqui eu deixar
Matem quantas vezes quiserem
Bastando apenas
O meu túmulo visitar.
E gostaria deixar um pedido
De um sincero amigo
Falo tudo de coração...
Se porventura quiserem me atender
Colocam-me no fogo até arder
A chama da cremação...
Depois,
Depois as cinzas guardem com todo o carinho
Num lugar bem reservadinho
Para a eternidade de mim lembrar...
Agora,
Agora me resta descansar
E esperar
A hora derradeira chegar...