BERNARDO GUZ



TRISTE FIM


E assim ele sentiu-se só
Seu pai morrera em tempos passados
Sua mãe o deixou anos depois
Eram somente os dois
A viver um para o outro.
E o tempo foi passando...
Sozinho foi-se aos poucos desiludindo
Da vida não achava mais graça
E tudo que por si só se passava
Estava perdendo a vontade de viver.
Desiludido, depressivo de tudo
Atirou-se na ilusão de se encontrar
Com a mãezinha lá no céu
Que certamente de braços abertos
O estava a esperar.
Tentou,
Tentou lutar sem ver esperança
Viveu dias de luzes, de melancolias
Tristeza via-se no seu olhar.
Sorria simplesmente por sorrir
Esbaldava vozes para atenção chamar
Queria atenção de toda maneira
E ser o centro das atenções...
E ninguém pusera-se algum dia a pensar
De que tudo aquilo era um aviso
Que no seu interior sufocava - é preciso -
Partir ao encontro de sua mãe, sua vida.
Não queria mais enfrentar o mundo
Pois o cansaço dele tomava conta
Drogava-se, bebia e cheirava
Assim a vida levava
O que sentira um só fim...
Chega, chegou a exata hora
É o momento de dar-me um fim
Fechou-se em sua choupana de outrora
E sozinho calou-se...
Com a sua mãe encontrou-se...
Que os anjos da guarda os tenham
E só a lembrança de um amigo
Foi o que restou pra mim.












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