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SONIA FERREIRA DOS SANTOS
Como a Gaivota
Vou caminhando pela praia,
Como uma gaivota ferida,
Que nem percebe o perigo,
Que lhe reserva um inimigo.
Cambaleando ela segue,
Cabisbaixa e pensativa,
Vai pensando no caminho,
Que a afasta mais do ninho.
Vou assim como a gaivota,
Meio morto meio vivo,
Pois tudo perdeu a importância,
E nada mais me dá esperança.
Mas se você me aparece,
E acorda minh’alma adormecida,
Sinto que nada está perdido,
E volto à luta destemido.
Então caminharei pela praia,
Como uma gaivota garbosa,
Que acha o seu alimento,
E se lança ao vôo orgulhosa.

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