HIDERALDO MONTENEGRO



CONSTÂNCIA FULGAZ



Ah, se soubesse
que o mar era assim:
vazio, tão cheio de coisas!

A imensidão de tudo
esmaga
Nada tudo é tudo nada
Tudo preenchido

Mar
e suas praias
porto, morada

Ancora o azul em suas vagas
-Brilho!

O azul brinca de se esconder
- Olha lá o que estava!
Nada é permanente
exceto o que passava











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