O AMOR é a realização do nada...
A traição da dor em seu retrato mais austero...
É o próprio reflexo da felicidade
Brindada rótulo em corações premiados...
Sem dúvidas não nasceu para todos
Distingue pela sorte suas vítimas
Atropelando a solidão sem piedade
Aniquilando a depressão que consome e fere
Suas armas mortais são a sinceridade e o respeito...
E seus oponentes reles tolos e inconseqüentes
No universo fragilizado de uma violência sem limites
Castrando a emoção no desacerto de uma razão vã...
Lutar contra é lutar uma batalha insana...
Contra um oponente infinitamente mais forte
Capaz de desintegrar sem perdão e sem rancor
O mais céptico dentre os cépticos...
Contudo, vida minha... Minha vida
Até quando hei de buscar a glória de amar
No mais simples e humilde gesto a desejar...
Adeus desilusão, antes que seja tarde... Tarde demais...