CARLOS FELIPE BRUNO



A Arte de Amar


É condição humana entender com ternura existencial a necessidade do amor.
Passamos a vida inteira tentando defini-lo e, muitas vezes, esquecendo de vivê-lo. Romântico ou realista, inventamos as definições conforme nossas necessidades. Essa idealização, às vezes, nos afasta do ponto de chegada e nos torna míopes em relação à pessoa amada...

A capacidade de uma vivência amorosa é prova e competência afetiva e solidária. É seta que aponta o sentido da vida. É prenúncio de transformação social, porque se nutre de sonho, prazer e generosidade. A riqueza de ultrapassar o eu, compreendendo o tu e desfrutando do universo a dois é enriquecedora, mas é preciso coragem. Quando o amor se estabelece numa relação verdadeira, onde as individualidades e desejos pessoais são preservados, corre-se riscos, mas a sua plena realização traz autenticidade, cumplicidade e paz...

Amar e ser amado é um aprendizado de vida.
Somos responsáveis num relacionamento íntimo com o (a) outro (a), por ter e dar prazer, ser e fazer o (a) outro (a) feliz.
O encontro sexual sacralizado pelo amor dá inteireza às pessoas e leva à transcendência, a Deus.
A prática sexual não assegura o bem-estar no campo afetivo-sexual, pois a sexualidade e o amor não se limitam à genitalidade. A vivência sexual, sendo o amor personagem principal, desejo, emoção, toque e troca, energia e afeto, é vestir o amor de erótico na dimensão sensorial, atingindo o prazer a dois...

Todos precisamos de carinho, ternura e afeto e o ritual do amor é um exercício de felicidade. Permita-se ser feliz desnudando-se de seus medos. Permita-se sentir e permita-se viver amiúde a arte de amar e de ser amado.
É imprescindível. É chama e razão de vida. É bom demais!!!











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