Vai!
Deixa o teu olhar
Rodopiar no horizonte,
Tal qual uma bailarina
Deslizando no palco
Leve como uma pluma
Ao sabor do vento.
Ela busca as alturas...
Sonha em se misturar
Com as nuvens.
Pobre coitada!
Jamais alcançarás
A tão cobiçada glória,
Pois, seu fim, será o solo...
O chão... a terra.
E tu? O buscas o que?
Quem sabes sonhas encontrar
Em outros palcos
Os aplausos de outrora?
Vai!
Aquilo que tens de melhor
Está dentro de teu próprio palco
Que é a tua imaginação.
Gargalha livremente
A tua despedida,
Até que exausta,
Feches teus olhos
Cerrando as cortinas.
E assim como a pluma
Voltarás ao chão.