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RAUL PETRELLI
Saudade
Quando o beijo da saudade explode no coração
A alma passa a navegar no mundo dos náufragos
Essa nau do infortúnio, carregada de solidão
Aporta na terra dos amores perdidos
Onde, pedaços jazem pelos caminhos
alimento de entorpecido poetas insanos
vivos e mortos, embriagados pela dor
Saudade, uma ave de rapina,
Que fura e cega os olhos do amor
fazendo da luz, às trevas, dormindo acordada
Acordando as madrugadas,
Saudade, o silêncio que não se cala
O incêndio que não se apaga
Um tabuleiro vazio. Uma reza sem ladainha
Um jogo sem vencedor, de Rei sem Rainha
Saudade é o sino que badala nas torres da catedral do Amor
13/12/02
 
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