RAUL PETRELLI



Cometa



De repente, fez-se luz,
Átomos juntaram-se em diodos,
Formando um nave telar,
Emitindos raios de energia,
Que vencendo distâncias à velocidade da luz
Ultrapassou seus limites,
Penetrando a pele, furando à carne,
Pousando, sem autorização, na estação dos sentimentos.
Fitei o espaço, vibrei de esperança
Afinal, fez-se luz.
Trouxe o Sol, com sua energia e calor.
Trouxe a Lua, com a sua melancolia solitária
Trouxe as Estrelas com seus brilhos infantis.
Mas trouxe também as Nuvens da incerteza
Percebi os fractais
Sorriu virtualmente um arco-íris
Surgiu das espumas de ondas cibernéticas, como Afrodite.
Mas, como uma deusa, dissimulou
Veio..., sem sair do seu reinado seguro
Brilhou nos céus como Estrela Vespertina
Guiando um andarilho pelo deserto, perdido nos sonhos.
Que sonhador, enfeitiçado pela Deusa, estrela Vênus,
Pensou poder alcançá-la.
Sonhou, voou sem deixar o deserto,
Tentou cavalgar nas asas de Pégasus
Imaginando-se protegido das fases da Lua mulher.
Abruptamente despertado, por Hermes,
Mensageiro ligeiro, como um e-mail,
Descobriu então,que não havia astros, satélites nem estrelas
Muito menos Deusas,
O deserto era aqui também.
O que passou foi tão somente um Cometa
Que embora traga no seu bojo esperanças,
É egoísta,
Pois não passa de de luz, refletida em massas,
recolhidas por onde passa
Cujo interior, possue um núcleo
e... não, um coraçao.

03/02/03











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