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KaKá Ueno
"Apoplexia"
Deflagrei no conceito da minha sanidade...
Esta mente pura e sem uso...
A segurado todos os traçados,
uma volta por este útero maldito,
a quem concebeu o ser odioso...
Impuro e mal concebido, como um aprendiz...
Incerto deu-se o desaponto desta vergonha...
Aquela duvidosa forma designada,
insegura e sem nenhuma perspectiva, vagueava.
Dentro de mim, este mal de forma induzida...
Desaconselhada perpetuando-se,
num devasto desejo da mente proibida...
Sem sentido, sem sentimento, sem meio de vida...
Denso e curvo daquela moléstia, acompanhada da surdez...
Emudecido, cego da sensibilidade,
tropeçou em seus sentimentos.
O confisco do desejo...
Este momento da mais profunda e triste, o breu da solidão...
Dantesco é, o que não se pode enxergar...
Sopra uma luz, surge um perfume,
desabrocha uma esperança abre-se a porta do desejo.
Amortecido e deteriorado, esquecido pelo tempo...
Ainda desacordado, um fio apenas, de saudade...
O desajuste e às lembranças,
das datas que não devem ser recordada...
Um ambiente sombrio, sem vida.
Um coração esquecido...
E um ser incompreendido...
Deu-se alusão daquele nevasto mundo sem sentido.
Sua linguagem sólida e devastadora.
Segue o ancião curvo, constrangido e sem destino.

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