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Ben Hur F. Bonheberger
Ao vento outra vez.
Vou recomeçar lançar-me ao vento, como da primeira vez.
Como se não soubesse, não conhecesse.
Meu nome, esqueço;
O que fiz, apago;
O que pensei, já não sinto mais.
Sobre o que sinto é inutil refletir...
Agora, as portas abertas meu intimo aguarda.
O amanhecer,
Sob o silêncio noturno no deserto, sem luz da minha solidão, vou me soltar.
Render-me enfim à terra, à lama, cavalgar.
No ventre, na boca.
Alçar-me num vôo sem fim pelo céu pelas nuvens.
Pelo mar vou me perder e me matar, no mar de tanto amar.
Ao vento outra vez, com medo, com raiva, de soprar, bufar, inflar.
Com paixão, solução, uivar.
Pelo prazer, pela dor, vento, ventar, ventania, vem apartar.
Vem apartar, a agonia traz em teu soprar a fantasia e a alegria.
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