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DIONE FRANCIS ANDRADE
O nascer de um cupido
Ó lua,
Antes testemunha de minhas loucuras de amor;
Hoje fiel companheira nesta impiedosa solidão;
Lua, ao contemplar teu imenso reflexo de luz, nas límpidas águas do mar;
Vejo minhas lágrimas nascerem e rolarem sobre minha triste face;
Eu que caminhava junto ao meu amor, amargo a solidão que dói e me faz chorar;
Ó Princesa, vejo tua imagem contida em meus prantos irem ao chão e serem sugadas pelos largos poros de mais um desamor;
Estou pálido, sentindo calafrios,
Minha visão está tremula, e sinto raios de luzes à invadir a menina dos meus olhos;
Já estou de joelhos, perdendo os sentidos...
Ò amor, por que... por que...?? amor... amor...
Pobre Mortal.
Majestosa forma de morrer;
Que pena, certamente dirão;
"Foi Infarto"
Porém teu sublime espirito se elevou e alcançou o êxtase do amor;
Ganhará asas e um arqui-flexas;
Terá como única e exclusiva missão;
Semear o amor...
E à partir de hoje será chamado:
Cupido...
 
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