Caem estupidamente do céu
minhas lágrimas
arrastadas pelo vento
varrendo o chão de minh’ alma
para alivio de tanta solidão
raios que refletem os feixes de esperança
que deduzem o som do desespero
gritos, choro
saudade...
chuva devassa conspirando o amor
auréola graciosa
culpada por tanta dor
pensamento voa na velocidade do vento
almejando um instante o gozo da felicidade
que pela distância de nós dois
passa longe à realidade
dei tudo de mim a ti
e sei que tudo que tens é meu
nas águas de incalculável volume
comparo o nosso amor
abundância que amedronta os favelados
presente divino aos que tem sede
do céu vem o sustento da terra
e do coração se dá o que já não nos pertence
o amor e a enxurrada
tanto pode destruir um fraco
como pode alimentar outro
o amor e o vento
às vezes está contra, outras a favor
sua ausência provoca sequidão
sua presença gera medo
fenômeno divino
mistério que em nós habita...