Daniel Fiuza



Fossa


Às vezes me entrego a nostalgia,
Entro em letargia, hiberno,
Fecho-me para o mundo,
Nem me mexo, fico disperso.

É quando repenso o que penso,
Fico penso, desajeitado...
Deixo o mundo parado,
Me dispenso.

Paro os meus vícios, meu suplicio,
Sinto vontade de mudar,
Sinto vontade de ousar,
de viajar... apenas viajo,
Mas fico calado.

Fico torturado, sofro dividido,
Perco a tranqüilidade,
O equilíbrio emocional,
Oscilo entre o bem e o mal,
Sinto tédio.

O cotidiano me chateia,
Por coisas novas, diferentes,
Minha alma anseia,
O trivial não interessa,
O inusitado quero ter,
Preciso viver.











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