Por que temos que viver?
Pra quem temos que viver?
Por que nos decepcionamos
Com nossas próprias atitudes?
E mesmo assim
Não aprendemos a viver,
Se isto é necessário!
A vida pode ter destas coisas
Mas há vidas que as coisas não existem
Indignação, ódio, remorso
São palavras terríveis
Mas reais e presentes
O que não quero é a vida
Que a vida está me pregando.
Morando nas ruas do sentimento
Dormindo sob as marquises do aborrecimento
Comendo o pão do esquecimento
Vivendo assim
Sentindo o que fiz
Prefiro morrer
E lembrar do que decorei
E não disse
Para ter arrependimento por toda
eternidade