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Leila Cristina Ferraresi
Labirinto emocional
Nasceu ontem. E repentinamente. Assim foi... e cresceu, cresceu e
estacionou. E dentro de mim permanece. Apanhou-me como quis:
desprevenida. E agora me tem ao seu modo.
Ontem faz um ano. Um ano do início de seu domínio sobre
mim, sem perceber. E tão suave... brusco! Acolhedor, aquecedor. Senhor
de mim. Resisti, resisti, resisti, resisti, resisti... por cinco meses,
por cinco vezes. Não pude mais com sua força. Obscuro assim... tornou-se
óbvio! Claro! Evidente! Não pude mais, não pude mais, não pude mais, não
pude mais, não pude mais... Não pude.
Entreguei minha consciência, entreguei minha alma.
Feri-me! Por certo, feri-me! Mas presenciei o gozo tão esperado de meu
espírito. Gozo! Gozo foi. Foi. Foi... Felicidade achei, alegria achei,
carinho achei, calor achei, sofrimento... achei! Mas achei...
achei-me. Perdi-me! Achei-me! Perdi-me...
E senti. Assim senti. Tudo. Senti tudo. Provei tudo.
Bem ou mal, provei. Bem e mal provei. Previamente, foi tudo. Prévio.
Prévia prova.
Findou. Não finda. Não findará! O amor... o amor! Amo
quem me irá amar... previamente. Amo. Amo e amo! Previamente. Quem me
irá amar. Quem? O amor. O amor.

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