EDUARDO CORRÊA DE LIRA FILHO



Fuga


A palavra jamais deve ser solidão,
nem a dor um verso vazio
para um olhar de gozo,
para um querer do corpo
bailando paixão;
neste dia ainda por nascer,
neste dia amordaçado
pelas tuas vestes nas minhas,
pelo teu sonho que quero sonhar;
não apenas pelo prazer da poesia,
mas pelo delírio do teu sabor,
profano de anjo mulher,
com lábios sedentos de mar,
a procura do afogamento dos meus beijos.













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