Vejo um traço
e num traço me faço
riscando o horizonte
dominante de um alguém.
O papel se curva
para o lápis senhor
e meu desenho se turva
em louca solidão.
Pois de tanto calcado
este papel da vida
reflete a intriga
duma alma assim
É que o horizonte
dominante levou-me a vida
circulou-me neste aro
um traço sem fim!