Insistências por um beijo...
Insistências pelo teu corpo que me aquece...
Insistências por uma dança que não conhece... ou que não conheço...
Inevitável a saudade daquilo que era só nosso...
Inevitável o desejo de esquecimento daquilo que me machucou... que pela minha covardia... roubei-lhe o direito de saber...
Por acreditar que não tinha como não saber... que pequenas coisas aos teus olhos... tomavam a forma de um gigante em meu coração...
E num gotejar torturante, no pulsar sôfrego deste bobo sofredor abrigado em meu peito, calei minha boca num silêncio barulhento demais para a minha ingênua forma de amar...
Amor de conto de fadas... Amor de realidade...
Sempre amor...
Amor de respeito... amor de cumplicidade... amor de cuidado... amor de fidelidade...
Sempre amor?
Perdi a noção do amor...
Ou sou eu a tola intolerante que não aprendi o que é amar?
O que é você amor?!
Grite para que eu possa ouvir!
Quem sabe assim eu consiga te compreender e te viver... para que nunca mais esta dor encontre abrigo dentro de mim...
Mas se me pregou uma peça... permaneça mudo...
E o teu silêncio me dará a certeza da tua inexistência
E neste silêncio... aprenderei a viver sem você...
E no meu silêncio aprenderá a viver sem mim...
Se e apenas se....
A inevitável saudade daquilo que era só nosso...
Permitir...
Permitir...
Que eu desista de insistir por um beijo...
Que eu desista de insistir pelo teu corpo que me aquece...
Que eu desista de insistir por uma dança que não conhece... ou que não conheço...