Armonia Gimenes de Salvo Domingues



CRISE


A sucessão de desequilíbrios forra o chão
Na marcha pela busca do equilíbrio.
E a isso muitos dão o nome de CRISE.

Que venha a Crise, pois dela nascerão os girassóis,
Voltados para o sol, para a certeza do amanhecer,
Sem máculas, esperançosos de um novo porvir.

Ela arrasta o engatinhar, fase lagarta do ser humano,
Prestes ao salto da coluna vertebral ereta
E pronto para a dança da vida.

A Crise produz um novo bordado na tecelagem dos dias.
E traz consigo o salutar hábito do repensar os fatos.
Que venha a Crise, pois dela brotará uma nova videira.

O nó da mudança é o nó da dor, portanto,
Só os que veem a Crise como impulsionadora,
Podem abraçar-se a ela na ciranda de um novo existir.











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