Bato à porta aberta da Praia mansa
A voz do silêncio é quem responde…
Hesitante, transponho a fronteira
Desço os degraus um por um
A brisa morna abraça-me
Acolhe-me, deixa-me mais confiante…
Caminho devagar, pelo tapete
de tépido areal que me leva ao Mar
selvagem, irreverente…
Subitamente algo me chama
olho em redor… ninguém
na praia deserta.
Reparo então na soberba falésia tricolor
vou ao seu encontro…
Água?! Doces lágrimas pendem
vertem cadência, constância.
Aqui e ali, o esculpir de pequenos riachos
que correm, ávidos
para o ventre do Mar salgado
Na primeira fila, assisto à fusão
Convidada incógnita das núpcias
Entre a Terra e o Mar.