Dorme menino
No berço da tua inocência
Deixa a vida acontecer
Correr atrás de quimeras
Ah, menino
Se tu soubesses
dos riscos
das lágrimas
das incertezas
Que despem o quotidiano
Que o homem construiu
destruiu...
Na ânsia cega de vencer
Alcançar a riqueza
Pisando, pisando
a modéstia
a franqueza
a arte
a pureza...
Dorme menino
Que o homem não vê
Que tudo é efémero
Que a vida é um castelo
de cartas
de cartas...
Enquanto tu sorris
E pareces tão feliz
Mesmo sem nada.