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NEIDE BRITO
Uma andarilha cigana
Vou viver assim, largada, solta, voltada para qualquer lado.
Vou viver assim como folha, sem rumo,
caindo em qualquer lugar.
Vou viver como pétala, despetalando quando quiser.
No outono,quando o amor vier,
viverei entre rosas e árvores, onde a liberdade estiver.
As folhas sem rumo são levadas pelo vento.
Os seres de luz são guiados pelo sol.
Quando as pétalas se desprende, outras ficam no lugar.
As folhas quando caem não sabem onde vão dar.
As mulheres vivem sem saber onde estão.
Se desprendem com medo de cair, sem ter onde ir.
Sem sentir.... Deveriam ser folhas e pétolas vivendo poeticamente,
ao sol,ao vento.
E sem rumo, como uma gaivóta a voar.
 
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