Salpico gemidos ao vento
na ânsia de buscar sua direção.
Em pleno verão, corpo congela ao relento,
na atmosfera turbulenta de uma paixão.
Viajo cabisbaixa na claridade insana do luar.
Decolo mortificada, toco as estrelas prateadas,
arremesso meu corpo à constelação e ao sistema solar.
Em movimentos de translação desprendo-me ao nada
Infiltro-me no mais profundo mistério
de planetas sorrateiros no universo espacial.
Azul, verde, multicoloridos fazem um revertério...
Um eu tristonho arrastando as asas
viaja incrédulo na imensidão,
na maciez inatingível de uma nuvem de algodão
descansa seu corpo e apaga-se a brasa...