Dagmar Alves



Alcoolismo



As pernas desgovernadas
Os olhos a fechar
Corpo cambaleando
Na procura de um beco para deitar.

Sem eira nem beira
Um abraço acarinhando a garrafa
Deste veneno que mata...
E escorre por toda a família a desgraça.

As horas passam lentamente
O relógio parece parar
Para quem espera, a volta de um ente...

Na boca o gosto que lembra mel
As palavras fazem zig...zag e falam:
maiis umm gooole parrrra espairecerrr a mennnte...













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