José Renato Cabral



O SOPRO DA VIDA


O cheiro de terra molhada,
O zumbir da abelha atrevida,
Que num rasante vôo em disparada
Vem se alimentar, do sopro da vida.

O verde da mata floresce,
E em mil cores, brilham os olhos meus.
É a vida renascendo em prece,
Como dádiva, do divino Deus!

O perfume, que exala no ar,
Me embriaga, me alucina.
Os pássaros felizes, a gorjear.

É sinal, que um novo tempo, se aproxima.
Ai meu Deus, mas quem me dera,
Se a vida fosse feita, apenas de primavera!












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