Estradas parecem imóveis
ando em marcha ré,
percebo sua presença
em todas esquinas me precedem seu olhar
esbarro em encruzilhadas,
vidas passadas
pontes perigosas,
o que represento neste mundo
se já percorri todos
se vivi muitas vidas
mas nunca me lembro
o que fui, o que fiz
porque te perdi
tão nova, tão minha
cóm seus cachinhos doirados
douradas eras sem o sol de Ipanema
levando tantos netos
e tantas vidas em você
em mim
andei em marcha ré
agora acelero em quinta
as estradas não são móveis
quem se importa,
os seres estão inertes
assistem de olhos fechados
o desfecho fúnebre das paredes
cheias de retratos calados.....