Um vazio desolador tomou conta de mim.
Essa angústia que massacra a minha aura,
desfigura o meu rosto,
amordaça de tédio a minha alma,
o corpo sente e adormece.
O ambiente devastado
a minha volta
apropria-se da minha turva
e faz nascer uma repugnada
sensação de perda
ilusões que se foram,
sonhos desfeitos,
distanciados ,amargurados
O entardecer decreta
a morte do dia,
a entrada na caverna
o fim da poesia
O vento seco do fim da tarde
toca meu corpo
e a saudade se esvai.
a saudade e o vazio quem nunca vi
nunca toquei
nunca ouvi
Mas que tenho dentro de mim.