Armando Sousa



À luz da candeia


À luz da candeia dependurada na cama
Lia historias e memorizava para contar
Verdades do historiador que não engana
Por vezes coisas tristes me faziam chorar
Bastava pensar e sentir dor
Meu coração triste não podia sorrir
Partia-se ao peso do amor
Dessa tristeza era difícil de sair
A luz pálida batia no telhado
Por entre as fresta o vento frio ouvia zunir
noites de chuva por vezes me deitava no molhado
ao nascer do novo dia meu rosto via sorrir
formas de ritmos saiam do livro que lia
mistérios da noite que vinham como o sonhar
bailava na cabeça a mais bela poesia
o dia vinha e não a sabia desfiar
das trevas saiam fantasmas dos contos que lia
dum universo imaginado que não conhecia
ficava com outras historias no pensamento gravadas
e agora amigos, as torno em poesia
sejam bruxas ou contos de fadas












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