No vai e vem da vida
Num desses encontros traçados pelo destino
Encontrei-te
Pareceu um encontro casual
Daqueles que são esquecidos no instante seguinte
Que nem percebemos o despertar do amor
Brigamos, ferimos mutuamente.
Magoamos um ao outro
Ainda não era o suficiente
E nos ignoramos
Tratando o outro como um ser insignificante
Achamos que era pouco
E nos afastamos
Passaram-se dias, meses... Anos...
Mas o destino
Que tem sempre uma emboscada
À espera de uma vítima
Provocou um novo encontro
Tão casual quanto o primeiro
Quando olhei nos teus olhos
Deparei com o brilho do amor.
Foi somente naquele momento
Que compreendi tudo:
As respostas para todas as dúvidas
O motivo das brigas
A razão do silêncio
E da própria ignorância.
Não foi necessário palavras, gestos... Nem mesmo um toque
Para que os nossos corações
Se abrissem para o amor
E vivessem os efeitos da sua magia.
Descobrimos juntos
A importância de ser alguém
Do dar sem nada exigir
Do ser para existir
Existir para ser a razão de alguém
Do abrir mão de um ideal
Do renunciar de um objetivo
Para não ferir, não magoar...
... Não fazer sofrer
Quem antes era insignificante
E passou a ser a razão de viver.