CRISTINA MARQUES



A DOR DE UMA DESPEDIDA



A dor que dilacera o meu coração esta me sufocando
Tua ausência em minha vida, mesmo te vendo a cada dia.
Faz de minha alma um soluçar constante
Que me faz querer buscar o horizonte

Enrosquei-me no fio da amargura
Sufoquei-me nas tramas do ciúme
Embriago-me de tristeza a cada hora
Que me fazem desejar ceder a magoa

As forças me faltam para continuar lutando
Mas lutar por quê? Pelo que?
Nada vejo que me ajude a socorrer
Os últimos suspiros de um amor

Temo em acreditar que eu estava errada
Que foi tudo uma grande ilusão...
Que tudo não passou de um tesão masgistroso
Que se consumiu aos poucos
Deixando um vazio no seu lugar

E agora o que é que eu faço?
Entrego-me como derrotada que fiquei
Que agora meus dias findam na solidão
Pensar que ele irá em busca de outros amores
Outros sabores a experimentar... Alguém a quem acalentar

E eu perdida nas trevas da incompreensão
Enroscada ate a alma por todo ódio de teus olhos
Surda pelos teus gritos de ofensas imorais
E cega por não mais ver estradas em meu caminho

Prefiro o beijo da morte
Que me consolará por milênios
Que me amparara em seus braços
E me fará esquecer todos os momentos
Vividos com e por você.

Nada mais tenho para lhe trazer de volta
Meus cabelos perderam a cor e o brilho
Meus olhos nada mais espelham do que a própria dor
Minha boca que se deliciava com a tua, agora seca ficou.
Meus braços que antes teu corpo amparava,
Não mais consegue te segurar as mãos
Meu corpo, que antes te fazia delirar e gemer por dias seguidos sem fim.
Hoje, só restou uma banha disforme e repulsiva.

Não mais lamentarei minha dolorosa sorte
Por fim tudo justificado esta
Agora só o eterno descanso, minha alma no momento oportuno irá buscar.
Irei vê-lo partir sem sequer um aperto de mão, para não mais ser derrotada.
Pelo meu próprio carrasco amado.












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